Resenha de um Festival de Verão

Quinta

Saí de casa umas 19:00 e fui pegar o ônibus. Minha jornada Barra - Parque de Exposições (é longe viu!) durou cerca de 1:30hrs. Cheguei la na metade do primeiro show (Afroreggae). Como não sabia de quem se tratava, fui conhecer o local. O festival esse ano melhorou sua estrutura, os outros palcos ficaram melhor e souberam dividir bem, deixando um local pras bandas alternativas, outro pra samba e pagode e mais um pra tecno e reggae, além do palco principal, claro, dando muuuuuuuuito mais opções pra galera.

Bom, depois do bordejo, fui pro palco principal, pois já estava pra começar Daniela Mercury. O show dela foi legal, bem produzido e tals, mas ela me vem com um protesto contra a pirataria bem no meio do show! Nada a ver... eu paguei ela pra cantar, e não pra protestar! Quer falar mal da pirataria? Vai pra uma revista! Enquanto ela falava mal da piratariaa, a galera gritava "então abaixa o valor do cd!!"... pois é...  Depois fui encontrar com a galera do trabalho e trilhamos pro show do O Rappa. Bom, não sou fã deles, nem chego perto disso, mas como a galera da Hering é animada, foi divertido. O penúltimo show foi de Ivete, que não muda em nada, mas é mmmmmmmuuuuuuuuuito animado, portanto, foi o que eu achei melhor do dia. Depois fui dançar pagode com o povo e fui embora.

Sexta

Fui de busão novamente. Cheguei lá cedo e fui encontrar meus amigos. Eles queriam ficar no palco onde iria tocar Simoninha, Fernanda Porto e Afins, mas eu queria ir pro palco principal. Fui. Vi o show de Maria Rita, que não mudou quase nada, mas é bom como sempre. A galera cantando tooodas as músicas, gritando o nome dela, ela ficou emocionada pacas. Depois foi a vez de Pitty com sua leva de guris. Só tinha guri no show dela, só guri! Dai tinha um que ficava pulando e se fazendo de hominho, me empurrando. Peguei o braço dele com força e o empurrei. Sumiu. Depois fui ver ele lá com a mãe. Bah... esses guris que gostam de rock e se acham o dono da verdade... fodam-se! No show de Pitty encontrei Mariana, uma amiga do ensino médio. Fiquei com ela até Pitty cantar Equalize, depois fui pra tenda tecno dançar. Em seguida, fui ver meus amigos, que tinha  sumido. Depois os encontrei jogados, mortos de sono. os deixei lá e fui pro show da loca do Lulu Santos. Pra mim foi o melhor show desse festival. Ele fez uns arranjos ótimos, iluminação maravilhosa, e muita animação! Tirando o estrelismo dele, e as crises de ficar xingando sem ter necessidade, foi maravilhoso! Acabando voltei pra tenda tecno com um amigo e fiquei por lá ate ir embora. E eis me aqui. Bom, cansei de escrever esse diarinho. Vou dormir. Bom dia pra vocês.

               

O Quase

 


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

 

Romãnticos

Vander Lee

 

 

Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso

Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares que vivem pelos bares
E mesmo certo vão pedir perdão
E passam a noite
em claro
Conhecem
o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
(Romântico é uma espécie em extinção)

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